Adoçante NÃO é tudo igual

Frutose, xilitol ou sucralose. Esses são apenas três exemplos de adoçantes presentes no mercado. Você conhece a diferença entre cada um deles ou tem dúvidas sobre qual é ideal para você? Então, confira detalhes sobre os principais tipos de adoçantes! 

 

Frutose: encontrada em frutas e no mel, tem poder de adocicar 170 vezes mais do que a sacarose. Não altera a glicemia e, por isso, pode ser consumida por diabéticos. 

 

Sorbitol: obtida a partir da redução da glicose, a substância tem capacidade de adocicar cerca de 50% a 70% mais que a sacarose. Não indicada como adoçante principal, é usada principalmente na indústria, visando a melhorar a textura e a maciez dos produtos.

 

Manitol: produzido a partir da redução da frutose, pode adoçar cerca de 50% a 70%

a mais do que o açúcar comum. Tem ação similar à do sorbitol.

 

Estevisídeo (stevia): descoberto em 1905 e extraído da planta Stevia rebaudiana, é cerca de 300 vezes mais doce do que o açúcar. Tem sido o mais recomendado para o consumo, embora novas evidências mostrem que seu uso também pode trazer alguns riscos à saúde humana.

 

Lactose: muito utilizada em adoçantes de mesa, é extraída do leite. Tem poder adoçante 15 vezes maior do que a sacarose.

 

Tagatose: produzida a partir da lactose, geralmente é misturada a outros edulcorantes.

 

Agave azul: rico em açúcares nobres, como frutose e dextrose, tem origem em uma planta suculenta de origem mexicana e poder adoçante maior do que o açúcar comum.

 

Xilitol: encontrado em frutas, vegetais e cogumelos em concentrações muito baixas,

não tem contraindicações e é o ideal para substituir o açúcar. Também tem ação

semelhante à do sorbitol. 

 

Ciclamato: descoberto em 1939 e com poder de adoçar 40 vezes maior do que o açúcar,

não é metabolizado pelo organismo. Devido ao fato de conter sódio, deve ser evitado

por hipertensos.

 

Sacarina: primeiro adoçante sintético a ser descoberto (1878), a substância – que tem

poder adoçante 300 vezes maior que o do açúcar – não é metabolizada pelo organismo,

sendo eliminada sem nenhuma alteração. Em estudos com animais de laboratório provocou câncer de bexiga.

 

Sucralose: derivado da própria sacarose, tem poder adoçante 600 vezes maior que

o do açúcar comum. Descoberto em 1976, é considerado o adoçante mais seguro na

atualidade, podendo ser consumido por diabéticos, gestantes e crianças. Porém, é contraindicado para pacientes com problemas de tireoide, devido ao cloro na sua composição.

Aspartame: a substância é 200 vezes mais doce do que a sacarose, mas instável a temperaturas acima dos 100 °C. Adoçante mais associado a efeitos colaterais, como alergias, dores de cabeça e diabetes, é contraindicado para pessoas com fenilcetonúria.  Ainda está relacionado com o aumento considerável do peso, por meio do aumento da fome e da ingestão de alimentos.

 

Acesulfame-K: não é digerido pelo organismo humano. Dentre os efeitos colaterais estão

problemas mentais e no fígado, dores de cabeça e depressão.

 

E agora, ficou mais claro? Atente-se aos benefícios e malefícios de cada um e faça a sua escolha!

 

Fonte: Edição de novembro/2017 da Revista Vida e Saúde.

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